top of page
Cópia de Capa do Facebook Moda Minimalista Preto_20260401_182537_0000.jpg

PRÉVIA DO PRÓXIMO LANÇAMENTO

LIVRO- "O HERDEIRO DESCONHECIDO DO PROFESSOR TURCO​​"

SINOPSE

Age Gap - Ele faz tudo por ela - Gravidez Inesperada - Homem padrão x Mocinha acima do peso - Professor x Aluna​ Universitária (+18)

Ele entrou na vida dela para destruir sua família, mas saiu deixando

um presente que mudaria tudo.
 

Saanvi Hill, uma jovem de 21 anos, dedica seu tempo entre os estudos de Gastronomia e os idosos para quem cozinha com tanto carinho. Ela acredita na família e na vida tranquila que leva, sem saber que seu sobrenome está no centro de uma investigação que a CIA quer derrubar a qualquer custo.


Emir Baysal é um turco de 33 anos marcado pelo passado. Bilionário e um dos maiores chefs do mundo, decidiu usar sua influência e habilidades para trabalhar com a inteligência americana por um motivo pessoal. Infiltrado como professor na universidade de Saanvi, sua missão é simples: aproximar-se dela, ganhar sua confiança e encontrar as provas que colocarão sua família atrás das grades.


Contudo, a linha entre missão e verdade se desfaz quando o desejo fala mais alto que o dever e momentos quentes começam a ser compartilhados. E então, antes que ele pudesse contar a verdade, um acidente o tira de cena e apaga da sua mente qualquer lembrança do tempo que passou com ela.


Meses depois, as memórias finalmente voltam. Agora, Emir precisa rastrear os passos de Saanvi e encarar as consequências da destruição que deixou para trás.


E quando encontrá-la, ele estará diante da sua verdadeira missão: contar a verdade, reconquistar a mulher que quebrou e lutar pela família que nem sabia que tinha.

CAPÍTULO 1 - EMIR BAYSAL | TURQUIA

 Após um dia arrastado de compromissos burocráticos, que envolvem ser o dono de uma rede global de restaurantes cinco estrelas, enquanto seguro um copo de uísque, encosto a testa no vidro frio da janela do meu escritório e observo o Estreito de Bósforo todo iluminado e os barcos cheios de turistas navegando de um lado para o outro.  
Sem ter algum planejamento para a noite que possa me render algum prazer para distrair a minha cabeça e meu corpo, dou mais um gole no uísque que desce rasgando a minha garganta, causando um calor que tenta, sem sucesso, derreter o gelo instalado no meu peito há 15 anos.  
Até que o meu celular vibra sobre a mesa, me tirando completamente dos meus devaneios. Por conta disso, deixo o copo ao lado do aparelho e atendo. No instante seguinte, ouço a voz de Dilara, minha secretária.  
— Sr. Baysal, desculpe incomodar. Sei que há alguns minutos nos despedimos, mas acabo de encontrar o senhor Marcus Borges aqui na recepção da empresa. Posso deixá-lo subir?  
Esse nome acende um alerta imediato, porque eu sei que mais uma vez estou prestes a viver a minha vida dupla. Para a sociedade, eu sou apenas um CEO e chef renomado, mas o que ninguém sabe é que também sou um agente secreto da CIA, recrutado pela AEGIS. Por conta disso, me acomodo na poltrona, sentindo a tensão abraçar meus músculos antes mesmo de responder.  
— Sim. Estou aguardando.  
Desligo e fico com o celular na mão por um momento, encarando a tela preta. O fato é que a AEGIS não envia contatos em plena sexta-feira à noite para cortesias. Cada visita dessa significa uma nova missão, um novo alvo, uma nova chance de mergulhar no lado escuro do mundo e tentar arrancar dele alguma justiça. Ou alguma resposta que o tempo tenta encobrir.  
Em seguida, me levanto, vou até a janela, e por alguns segundos fico mais uma vez observando o movimento noturno até que a porta se abre atrás de mim. Não preciso virar para saber quem é.  
— Borges...  
— Emir.  
Eu me viro e vejo ele atravessando o escritório e, assim que se aproxima o suficiente, estende a mão. Nós nos cumprimentamos rapidamente.  
— Uísque? — Pergunto, enquanto indico o minibar.  
— Não posso. Tenho um voo daqui a duas horas. — Em seguida, ele coloca o envelope que está segurando com a outra mão sobre a mesa. — Você tem doze horas para decidir se aceita ou não o caso.  
Olho para o envelope que é sempre preto, contendo um selo dourado.  
— Pelo menos me conta do que se trata enquanto eu finjo que vou pensar. — Marcus quase esboça um sorriso. Então, milagrosamente, ele se senta na poltrona em frente à minha mesa, e eu vou para a minha após pegar o envelope.  
— Você já ouviu falar sobre Bruce Hill?  
Fico mentalmente repetindo o nome e sobrenome, buscando referências, até que...  
— Ele é um empresário americano, eu sei. Já o vi em algum jantar beneficente quando ele fez uma doação. Mas confesso que não consigo pensar em nada que possa justificar a AEGIS te enviar aqui em plena sexta à noite citando o nome de um homem que aparenta ser politicamente correto.  
— Sim, ele é um empresário. Vive entre Heaven City e Nova York. Para a sociedade, ele é um investidor com um faro invejável para investimentos e movimenta milhões de dólares sempre com alguma justificativa que comprove a movimentação. Mas um comportamento chamou a atenção.  
— Qual?  
— Os valores que a empresa dele recebe, parte de homens poderosos de diversas áreas, desde políticos a médicos renomados. De toda parte do mundo.  
— E pelo que vocês já averiguaram, os pagantes não recebem nada em troca.  
— Justamente, nenhum produto registrado. — Marcus cruza as pernas enquanto mantém o olhar fixo em mim. — A suspeita é que Bruce Hill comande uma das maiores redes de tráfico humano para fins de prostituição. O que justificaria tantos homens poderosos fazendo pagamentos com valores exorbitantes.  
Meu corpo inteiro fica imóvel e o coração paralisa por um segundo.

CAPÍTULO 2 - EMIR BAYSAL 

— Ele deve ter alguma forma de atrair as mulheres e, com certeza, em menor escala, homens.  
— Provavelmente sim, pode ser por conversas, promessas de falsos relacionamentos. Assim, ele deve conseguir atrair mulheres jovens, talvez prometendo amor, proteção, uma vida nova.  
— Ou seja, algumas se apaixonam por homens que não existem. No final, o destino é o mesmo: todas acabam em redes de prostituição de elite. Hotéis de luxo, clientes intocáveis, portas fechadas. — Assim como aconteceu com a minha tia. — Qual idade deve ter essas mulheres? — Tento manter minha voz controlada, mas meu punho está fechado. 
— Acreditamos que a maioria seja jovem. As de fora devem ser maiores de idade para facilitar na entrada na América. Enfim, garotas inexperientes, de famílias humildes.  
Dezoito anos. A idade que minha tia tinha quando entrou em um carro e nunca mais voltou.  
— Você sabe que essa missão será quase como uma causa pessoal.  
— Sei sim. — Marcus confirma. — Por isso acho que você é o agente ideal para o caso. Enfim, precisamos descobrir se as suspeitas são verdadeiras para em seguida agir.  
— E como vou entrar no mundo do Bruce Hill?  
— É muito difícil, mas existe uma brecha. — Ele aponta para o envelope, então eu o abro. Dentro, há um dossiê fino. Puxo a primeira folha e leio as diretrizes.  
###
“Nome do alvo: Saanvi Hill.  
Idade: 21 anos.  
Ocupação: Estudante de Gastronomia, Universidade Heaven City.  
Filha de Bruce Hill, alvo primário da investigação. Aproximar-se de Saanvi é o único caminho para se infiltrar no círculo íntimo da família e acessar as operações criminosas do pai sem levantar suspeitas.  
Missão: aproximação, infiltração, investigação. Prazo: indeterminado.  
Use qualquer meio para conseguir acesso ao pai dela, incluindo a sedução. Mas lembre-se: jamais, em hipótese alguma, crie qualquer laço real.  
Nível de risco: moderado.”  
###
— Ela sabe o que o pai faz? — pergunto.  
— Não sabemos. A mãe, Maraha Hill, é indiana, vive isolada em sua devoção religiosa e deveres de uma dona de casa. Saanvi, em parte, vive em uma bolha de privilégio, mas também frequenta um asilo, talvez para visitar alguém. A brecha da vez, ou é genuinamente inocente, ou é uma atriz melhor que o pai. Existe também a Aisha, uma criança de 4 anos. A única que temos certeza da inocência disso tudo.  
Folheio o dossiê e vejo que há uma foto grampeada na página seguinte. Puxo-a para examinar e vejo Saanvi Hill.  
Ela é extremamente linda, de um jeito que monopoliza meu olhar. Ela também é dona de um longo cabelo preto, que cai sobre os ombros e tem traços que misturam as suas origens de mãe indiana e pai americano de forma magnética. Olhos escuros e um sorriso tímido, como se a pessoa que está a acompanhando na ocasião que ela foi fotografada tivesse dito algo que a fez corar de verdade.  
Ela também exibe curvas generosas. Coxas grossas, quadril largo, seios fartos. Ela foge do padrão, provavelmente pode até ser uma vítima de comentários maldosos. Mas para mim, que gosto de uma mulher gostosa, cheia de carne e um rabo enorme, definitivamente, ela seria ideal.  
— Ela é muito bonita, pena que só tem 21 anos. — Dou de ombros. — Você sabe, eu não me envolvo com mulheres tão jovens. Isso pode dificultar um pouco a missão, mas vou dar um jeito de criar um vínculo com ela, vou usar a paixão que ela tem pela culinária.  
— Talvez assim seja melhor. Até porque, até onde sabemos, ela é virgem. Conseguimos acesso ao último check-up médico... — Marcus completa. — Pode ser que ela seja romântica. Nas redes sociais, não conseguimos nenhuma prova de que ela já tenha se envolvido seriamente com alguém. Na vida real, como ela visita o templo com a mãe, pode estar esperando o amor da vida para não pecar.  
— Interessante. — Passo a mão nos meus cabelos. — A aproximação será por um acaso?  
— Não. Como já sabia que você ia aceitar a missão, inicialmente agendamos para você uma palestra direcionada para os estudantes de gastronomia na Universidade Heaven City, daqui a alguns dias. Seu currículo de chef renomado é o disfarce perfeito. E isso vai abrir as portas para um certo convite. Tem uma professora que entrará de licença maternidade e demos um jeito de alterar o contato de todos os prováveis substitutos no sistema da universidade; enfim, eles não estão encontrando nenhum professor disponível. Enfim, o reitor vai gostar tanto da sua palestra que vai te convidar para o cargo. O cara vai optar pelo fácil e você estará na frente dele. Enfim, você será o que já é, Emir Baysal. Ninguém vai desconfiar. — Marcus se inclina para frente. — E lembre-se, você precisa se aproximar, ganhar a confiança dela, entrar no santuário da família. Bruce Hill não deixa estranhos se aproximarem, mas aparentemente confia na filha e gosta de conhecer homens poderosos. Se ela apresentar vocês dois, o seu dinheiro falará mais alto e Bruce vai querer ser seu melhor amigo.

CAPÍTULO 3 - EMIR BAYSAL

 — E assim, eu viro a chave para o mundo dele. Depois junto as provas: documentos, transações, nomes dos clientes. E aí a gente derruba o império e todos os envolvidos.  
A filha, inclusive, se ela souber. Se ela for cúmplice. Se o sorriso lindo for apenas uma máscara bem moldada.  
— Isso mesmo.  
— Entendido.  
Marcus se levanta e eu vejo o alívio nos seus ombros. Ele sabia que eu aceitaria, mas foi bom confirmar. E no mais, a AEGIS sabe que toda missão envolvendo tráfico humano atinge algo muito pessoal.  
— Faça o que você sabe fazer, Emir. Destrua esse esquema. Destrua todos eles. — Ele para na porta por um segundo. — Você tem que se apresentar na universidade em alguns dias. Boa sorte.  
A porta se fecha e eu fico imóvel por um longo tempo, sentindo o silêncio voltar a ocupar cada canto do escritório. Em seguida, volto para a janela. O envelope preto continua aberto sobre a mesa, a foto de Saanvi Hill virada para cima, encarando-me com aquela beleza perigosa.  
A verdade é que a garota não sabe que o mundo dela está prestes a ser reduzido a cinzas por mim.  
Assim como minha tia não sabia.  
Sentindo a dor da perda que ainda parece tão recente, fecho os olhos e, nesse instante, a lembrança vem sem aviso, como sempre vem quando estou intimamente com a cabeça vazia...  
###
— Emir... — Ayla vem correndo em minha direção no exato momento em que estou saindo da piscina. — Vou viajar para Capadócia amanhã cedo.  
— Capadócia? Como assim? — Ela ri totalmente despreocupada.  
— Vou conhecer o grande amor da minha vida. — Meu estômago embrulha. Quem em sã consciência tem amor da vida aos 18 anos de idade?  
— Que amor? Que história é essa, Ayla? — Ela bagunça meus cabelos, como sempre faz desde que éramos crianças.  
— Conheci alguém. Um homem. Turco como a gente, de família boa. Depois que nos conhecemos em um bate-papo, a gente se fala todo dia por telefone... Ele é perfeito, Emir. Disse que quer me conhecer pessoalmente, que quer me apresentar a família dele, que quer casar comigo.  
— Casar? — Eu praticamente grito com ela. — Você tem dezoito anos e ninguém quer se casar com essa idade. No mais, não conhece esse homem direito.  
— Mas vou conhecer e vai ser uma viagem romântica e linda, tá?  
— Meus avós sabem?  
— Eles pensam que vou com as amigas, mas na verdade, irei sozinha. — Eu não consigo gostar do que ouço.  
— Deixa eu ir com você. Pelo menos na ida, pra conhecer, pra ver se...  
— Emir. — Ela me dá uma cotovelada de leve. — Não posso chegar na casa do meu futuro marido acompanhada do sobrinho. Que vergonha!  
— Então finge que sou seu primo. Temos a mesma idade. Ninguém vai perceber. Enfim, posso fingir que sou um parente que você encontrou por acaso no aeroporto e está visitando a região.  
— Ele quer que seja uma viagem romântica. Só nós dois. — Ela sorri e eu vejo o quanto ela está apaixonada por alguém que nunca viu. — Contei pra minha mãe que vou com a Selin e a Ayşe. Elas vão cobrir minha história. Fingir que estiveram comigo o tempo todo.  
— Eu não estou gostando disso. Essa mentira toda não é legal.  
— Você fala isso porque é homem e tem liberdade até para dormir com alguém antes de casar. — Ela parece realmente decidida. — E é bom não contar a verdade pra eles. Se der errado, se o meu amor não for o que parece, meus pais nunca vão saber. Vou dar uma desculpa, dizer que desisti de passar mais dias com as amigas, que voltei antes. — Ela me dá um murrinho no ombro. — Mas não vai dar errado, Emir. Eu sinto que não.  
— Me promete que qualquer coisa você volta? — Olho para ela.  
— Claro que volto. — Ela ri. — E vou voltar noiva.  
— Ayla, eu estou falando sério. — Ela para de rir, talvez por perceber minha real aflição.  
— Prometo. — Ela me abraça. Bem forte e demorado. — Prometo que volto. E assim que o avião pousar lá, vou te ligar e dizer que cheguei e estou bem.  
Enquanto sinto o cheiro do cabelo dela e estou envolvido no calor dos seus braços magros, tento ter a certeza idiota de que ela vai voltar. De que toda história vai acabar bem. De que o grande amor da vida dela existe mesmo.  
Mas na manhã seguinte, nunca chegou a ligação sobre a sua chegada na Capadócia e eu, preocupado, corri para contar a verdade para os meus pais e avós.  
Mas foi tarde demais.  
#
Uma lágrima escorre para o meu rosto, me trazendo de volta para a realidade.  
A verdade é que Ayla nunca voltou. Nem o corpo, nem um vestígio, nem uma resposta. E eu, mesmo sendo jovem, vivendo entre as lágrimas dos meus avós, procurei por ela em cada esquina de toda Turquia. Em cada denúncia de mulher encontrada em condições indescritíveis, eu estava lá para tentar reconhecer algo que desse uma resposta para os Baysal. Chegou a um nível que, de tanto insistir, tive acesso aos arquivos policiais sobre casos semelhantes. E nada foi encontrado.  
Minha tia evaporou, como se nunca tivesse existido.  
E agora, tenho na mão este caso envolvendo uma suspeita sobre o empresário Bruce Hill.  
Com a mente acelerada, pensando na possibilidade do esquema do desgraçado do Bruce ser o mesmo que deu um fim na minha tia, pego a foto de Saanvi Hill de novo e, mesmo hipnotizado, converso com ela, como se ela pudesse me ouvir...  
— Você é apenas um instrumento para chegar ao monstro. — Repito isso para mim mesmo. — Não importa a sua beleza, o seu sorriso. Não importa a suposta virgindade ou o romantismo. Se você realmente for a filha de um homem que destrói vidas, eu vou destruir o mundo do seu pai, mesmo que isso signifique destruir o seu também. E eu estou contando as horas para te conhecer, Srta. Hill.

CAPÍTULO 4 - SAANVI HILL | HEAVEN CITY - EUA

As manhãs na universidade geralmente se resumem a aulas teóricas que, apesar de importantes, me deixam com sono, e às práticas no laboratório de gastronomia, e essas sim eu participo com sangue nos olhos.  
Mas hoje, em especial, os alunos de todos os semestres serão presenteados por uma palestra de Emir Baysal. Um chef turco renomado, dono de uma rede global de restaurantes.  
Dizem que, em cada unidade espalhada pelo mundo que recebe sua assinatura, os chefs locais passam por treinamentos tão rigorosos que cozinham quase como se fosse ele.  
— Por favor, me dá licença... — Tento passar entre duas amigas, mas elas sequer notam minha presença.  
— Esse chef que vem aí é todo grande. Alto, musculoso e dono de mãos enormes.  
— Ai, eu quero que ele me coma. — Sem querer, ouço a conversa e, enquanto seguro o riso, tento achar um lugar no auditório, mas é em vão. — Imagina o tamanho do pau dele? — Meu Deus.  
— Licença... — Peço mais uma vez, elas finalmente se afastam, até que vejo um rapaz brigando com a colega e, então, quando ele se levanta, corro para ocupar o único lugar disponível na primeira fila. Minha afobação é tanta que eu quase caio.  
— O seu amigo não vai voltar, né? — A colega me olha e cruza os braços.  
— Acho que não. — Eu me acomodo rapidamente. — Aquele idiota que saiu daqui é meu namorado. Acredita que ele ficou com ciúmes do palestrante? Só porque eu confessei que um certo dia me masturbei pensando em Emir Baysal.  
— Você contou isso para seu namorado?  
— Ué, sim, qual o problema? — Ela nem me deixa responder. — Qual mulher que vê ele de perto e não pensa nele sem roupa? Desde que fui a Istambul e, por sorte, o vi em um dos restaurantes dele, que às vezes gozo pensando no gostoso.  
— Nossa. Ele realmente deve ser muito lindo. — Dou de ombros. — Confesso que conheço a fama que o nome dele tem, já pesquisei os restaurantes, mas nunca olhei uma foto. Mas acredito que ele deve ter uns 50 anos, não é?  
Ela ri livremente.  
— Claro que não, atualmente ele tem 33 anos, solteiro convicto. Sorte de quem der um chá de boceta nele bem especial que não consiga esquecer.  
— Trinta e três anos ainda é muita diferença pra você, não acha? Até porque você parece ser mais nova que eu.  
— Ele seria muito velho pra você? — Ela aponta para o palco... — Seria?  
Quando olho na direção, meus dedos apertam as minhas coxas sem que eu perceba, meu coração erra uma batida e eu simplesmente não consigo falar sequer uma palavra. Mas eu começo a concordar com ela.  
— Arebaguandi (Meu Deus), que homem lindo...  
— Pois é. Entende agora o motivo da siririca? — Eu não respondo. Não ouso responder, mas meus olhos acompanham cada movimento de Emir Baysal.  
O reitor o apresenta. Ele caminha usando uma roupa preta, calça que em nada esconde sua forma física extremamente atraente, uma camisa com as mangas dobradas até perto dos cotovelos e as mãos. Deus. Elas são realmente enormes.  
— Bom dia a todos. — E ao ouvir a voz dele, além de ficar completamente arrepiada, meu coração erra uma batida. E, para completar, todo o auditório parece prender a respiração junto comigo. Ele é impressionante. Mesmo com os cabelos escuros levemente desarrumados, como se ele tivesse passado a mão há poucos minutos. E quando seus olhos percorrem a plateia, fico tensa como se ele pudesse, em um olhar, ler meus pensamentos.  
E então, quando os olhos dele encontram os meus, ele para.  
Um segundo apenas. Talvez menos. Mas o tempo congela, o som desaparece e eu fico ali, imóvel, sem conseguir desviar o olhar.  
Até que ele desvia primeiro e continua a falar. A voz dele preenche o auditório inteiro sem esforço. Grave, calma, com um sotaque suave que o deixa ainda mais atraente.  
— Meu nome é Emir Baysal. E vou ser direto com vocês: não estou aqui para explanar meu currículo por longas horas. Até porque tudo está no Google. Também não vou falar sobre teorias vazias. Para isso, existem cursos, livros. — Algumas risadas surgem na plateia. Ele espera passar, exibindo um leve sorriso nos lábios. — Estou aqui para falar sobre o que realmente importa na gastronomia. E não, não é o dinheiro. Não são as estrelas Michelin. É a paixão. É a alma. É saber que cada prato que vocês criarem vai contar uma história para alguém. A pergunta é: vocês estão prontos para se apaixonarem pelo que escolheram?  
Minha mão, que eu nem sabia que estava repousando na direção do meu coração, desliza pelo meu corpo até meu colo. E Emir continua a falar, mas minha mente não registra nada. Só vejo ele. O movimento das mãos quando gesticula. O brilho nos olhos quando fala sobre algumas receitas. A maneira como inclina a cabeça quando faz uma pausa, como se estivesse escolhendo cuidadosamente a próxima palavra.  
E enfim, quando a palestra termina, vejo meus colegas se levantando, mas eu permaneço sentada como se estivesse hipnotizada e, então, quando saio do auditório, percebo. Eu não fiz uma única anotação.  
E nem tenho condição alguma de encarar uma aula teórica.  
— Puta merda. O que está acontecendo comigo?

FINAL DA PRÉVIA.
CONTINUE LENDO MAIS CAPÍTULOS NO GRUPO DO WHATSAPP. ELES SERÃO LIBERADOS EM ALGUNS DIAS DA SEMANA ATÉ O LANÇAMENTO.

JÁ CONHECE O PRIMEIRO LIVRO DA SÉRIE?
 

A Filha Desconhecida do Agente Inglês" é o primeiro livro da série Agentes Secretos (AEGIS), mas pode ser lido de forma completamente independente.
Cada livro da série é focado em um casal diferente. Agentes secretos bilionários que encontram o amor onde menos esperavam.
Sinta-se à vontade para mergulhar na história de Ryan e Morgana sem preocupações. E se você se apaixonar por esse universo, os próximos livros em breve estarão disponíveis. Cada um com um novo agente, uma nova mocinha e um novo amor para incendiar suas noites.

CONTATO

Obrigado pelo envio!

  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram
tiktok.png
Loja - Kalie Mendez

kaliemendezz@gmail.com
KALIE MENDEZ ROMANCES © 2023 todos os direitos reservados
CNPJ 39.925.231/0001-41
Oi amore, todo conteúdo do site é protegido pelos direitos autorais.
bottom of page